Conheça os pilares da segurança da informação

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Você conhece a importância das políticas de segurança da informação? A sua empresa conhece como essa estratégia deve ser estruturada?

Ao longo dos últimos anos, o investimento em segurança da informação tornou-se algo básico para várias áreas. Negócios passaram a lidar com um grande número de dados digitais e, nesse cenário, proteger-se contra diferentes ameaças é visto como um fator estratégico.

Mas como isso pode ser feito? Saiba no nosso post de hoje!

Como as políticas de segurança da informação são definidas

A política de segurança da informação é um instrumento utilizado por gestores de TI, para prevenir que eventuais vulnerabilidades do negócio sejam exploradas por terceiros, através do roubo de dados ou invasões de infraestrutura. Ela é desenvolvida a partir de um conjunto de diretrizes que devem ser seguidas por todos os membros da organização, e que são definidas de acordo com o perfil do negócio.

A criação de uma política de segurança digital é um processo complexo. Ela envolverá todos os setores do negócio e a sua implementação atinge diretamente diversas equipes e pessoas. Diante disso, é crucial que ela seja desenvolvida por meio de um modelo abrangente e de conhecimento geral.

Além disso, o negócio também deve contar com um time de profissionais qualificados, prontos para aplicar as medidas mais adequadas a cada área do negócio. Técnicos e especialistas em TI precisam estar prontos para garantir que os pilares da segurança da informação sejam cumpridos continuamente, seja por meio de indicadores, sistemas de monitoramento ou regras de acesso a recursos digitais.

Assim, sendo integrada diretamente a todos os processos, a política de segurança da informação garante que o negócio terá uma infraestrutura sólida e confiável. Independentemente do trabalho que for executado por cada profissional, ele terá a certeza de que os seus dados estão protegidos contra ameaças externas, como malwares e scripts de roubo de informações.

Quais os pilares da segurança da informação

As políticas de segurança da informação devem ser baseadas em três princípios. Eles servem para direcionar as estratégias do negócio, apontando ao gestor como cada regra pode ser criada e implementada. São eles:

  • Princípio da disponibilidade: define que todos os dados e sistemas devem estar disponíveis para visualização e modificação, a qualquer momento, para as pessoas certas. Para atingir esse objetivo, uma série de medidas podem ser adotadas, como o uso de criptografia e a implementação de métodos de exclusão segura de arquivos;
  • Princípio da confidencialidade: o acesso a todos os registros e sistemas digitais deve ser restrito apenas às pessoas certas. Esse conceito inclui não só os aplicativos e arquivos armazenados digitalmente, mas também os equipamentos de hardware, as soluções de computação em nuvem e as conexões de rede;
  • Princípio da integridade: nenhum dado deve ser modificado indevidamente. Em outras palavras, a infraestrutura de TI deve estar protegida contra qualquer brecha que permita a quebra da integridade de um arquivo ou documento. Esse conceito também é aplicado à integridade de sistemas, que devem funcionar conforme o esperado pelos usuários.

A compreensão desses fundamentos é crucial para que a política de segurança digital seja planejada da forma correta. Isso permite que o gestor mensure quais medidas são mais adequadas ao perfil do negócio, e avalie a melhor forma para manter uma infraestrutura de TI confiável e robusta.

Quais os principais tipos de vulnerabilidades

As políticas se segurança da informação buscam proteger a empresa contra uma série de falhas. Para auxiliar o gestor a compreender como cada brecha afeta o negócio, elas são divididas em categorias. Assim, o negócio pode definir uma estratégia categorizada de acordo com cada seguimento da sua infraestrutura de TI.

Entre os principais tipos de vulnerabilidades que podem afetar a infraestrutura de TI do negócio, podemos destacar:

Vulnerabilidades de hardware

Não só apenas os softwares que utilizamos no dia a dia apresentam problemas de segurança digital. Equipamentos de hardware, que mal instalados ou gerenciados, tornam-se facilmente uma porta de entrada para hackers e malwares.

A abertura a vulnerabilidades de segurança ocorre de diversas formas. Drivers desatualizados ou uma instalação mal executada, por exemplo, impactam no desempenho do equipamento e servem de porta de entrada para vários ataques.

Muitos ataques que exploram vulnerabilidades em modens, equipamentos da Internet das Coisas e em câmeras IP, por exemplo, aproveitam-se do uso de senhas fracas ou padronizadas, para acessarem os painéis de administração do dispositivo. Portanto, esteja atento a todas as medidas tomadas durante a instalação e configuração de um equipamento de hardware.

Vulnerabilidades de comunicação

As vulnerabilidades de comunicação são aquelas que afetam a integridade do envio e recebimento de arquivos. Diante da flexibilização das políticas operacionais existentes, elas podem ocorrer tanto internamente quanto fora do ambiente de trabalho de cada profissional.

Em outras palavras, esse tipo de vulnerabilidade é aquela que permite a visualização dos pacotes de dados que circulam em uma conexão que, em tese, deveria ser privada. Isso ocorre, por exemplo, quando redes públicas são acessadas sem o devido cuidado: qualquer pessoa com conhecimentos técnicos avançados pode executar um ataque do tipo man in the middle e capturar todas as informações trocadas pelo usuário.

Vulnerabilidades de armazenamento

As vulnerabilidades de armazenamento são as que afetam dispositivos como SDDs, HDs externos e qualquer outra mídia utilizada pelo negócio para armazenar informações internas. Nesse tipo, tais brechas podem ser exploradas de diferentes formas, tal como um ataque simples — como os scripts de autorun — ou avançados — como os ataques de ransomware.

Vulnerabilidades humanas

As vulnerabilidades humanas são qualquer tipo de ação feita pelo usuário que possa comprometer a sua segurança, a da sua equipe e a do negócio (com ou sem intenções de causar dano). Esse tipo de vulnerabilidade pode ser uma de maior impacto no dia a dia da empresa, uma vez que ela dá a chance para diferentes tipos de ataque atingirem o seu objetivo.

Vulnerabilidades humanas não intencionais ocorrerem, principalmente, pela falta de treinamento ou engajamento dos usuários nas políticas de segurança digital do negócio, levando cada profissional a ter uma rotina que aumente os riscos aos quais ele está exposto.

Isso pode incluir medidas como o uso de senhas simples (e a sua repetição entre sistemas), a conexão a redes inseguras e o download de arquivos com scripts maliciosos. Diante disso, é fundamental que o gestor consiga definir uma estratégia de segurança digital que incentive os profissionais a integrarem boas práticas no seu dia a dia.

Como a terceirização da TI pode otimizar a segurança da informação no seu negócio

Uma das abordagens que podem ser utilizadas para otimizar a gestão das políticas de segurança digital é a terceirização das rotinas de TI. Nesse caso, a companhia contratará um time de especialistas, de acordo com a sua necessidade e o perfil do negócio.

Essa estratégia impactará diretamente em vários processos internos. A produtividade de cada área será potencializada. Ao mesmo tempo, o negócio conseguirá otimizar o seu direcionamento de recursos humanos e reduzir gastos operacionais. Nesse sentido, podemos destacar, como principais impactos causados pelo investimento no outsourcing em TI:

1 – Suporte feito por especialistas

Empresas de outsourcing em TI possuem um time de profissionais com conhecimentos multidisciplinares. Eles estão prontos para atenderem a diferentes tipos de demanda e, por isso, podem garantir o máximo de retorno sobre o investimento para quem adota essa solução.

Nessa lógica, a companhia que opta por terceirizar a sua gestão de segurança digital terá a certeza de que o time responsável pela tarefa possui uma especialização profunda na área. Como consequência, o número de erros que surgirão no dia a dia do negócio será diminuído drasticamente, a médio e longo prazos.

2 – Maior controle da infraestrutura

A contratação de uma empresa de terceirização de TI é acompanhada da obrigação de relatórios de desempenho e análises periódicas do resultado do investimento. Dessa forma, o negócio consegue prevenir vulnerabilidades, otimizar as suas rotinas de gestão e avaliar como cada rotina impacta na rotina do usuário.

Isso é algo crucial para gestores que não pretendem perder o controle sobre os processos de gestão da infraestrutura de TI com a contratação do serviço de outsourcing. Sempre que for necessário, o negócio poderá levantar dados sobre o impacto das medidas de segurança digital adotadas e avaliar se as providências tomadas atendem as suas expectativas.

3 – Adaptação das políticas de gestão aos padrões do mercado

Para serem eficazes, as políticas de segurança digital devem estar alinhadas aos padrões do mercado. Desse modo, investir na terceirização facilita esse processo, uma vez que os profissionais das prestadoras de serviço possuem os seus conhecimentos atualizados regularmente.

Uma vez implementado, o time terceirizado avaliará todas as medidas já existentes no negócio e identificará aquelas que precisam de melhoria. Assim, todos os processos serão alinhados com os objetivos de médio e longo prazos da empresa e do mercado, garantindo que as políticas de segurança da informação sejam capazes de otimizar ao máximo o ambiente de trabalho de cada usuário.

E aí, gostou do nosso post e quer conhecer mais formas de melhorar a segurança da informação no seu negócio? Então, entre em contato com um de nossos especialistas!