A Transformação Digital em um dos maiores eventos culturais do Brasil

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No país tropical em fevereiro tem carnaval e Transformação Digital. No último final de semana, a escola de samba paulista Rosas de Ouro e a SPI, empresa especialista em indústria 4.0, se uniram e contaram com a colaboração de mais de 30 empresas e entidades, entre elas Mercedes Benz, Siemens, Nokia, GS1, EloGroup, USP, FEI e Mauá  para transformar (literalmente e digitalmente) o carnaval brasileiro.  

O trabalho foi feito de forma voluntária e levou a evolução tecnológica e a Transformação Digital para a avenida com o tema “Tempos Modernos”, retratando as história revoluções industriais e da tecnologia até a atual Indústria 4.0 e seus desafios. Com direito a robôs, IoT, realidade aumentada,  entre outras tecnologias inovadoras e muito samba, a Rosas de Ouro se tornou um grande case de Transformação Digital na prática e de forma acessível ao público. 

Entenda um pouco mais sobre esse case e como ele, além de promover e humanizar a Transformação Digital, também fez sua parte para a meta do SENAI de capacitar 10,5 milhões de pessoas até 2023.

O contexto 

A partir do pensamento de que a Indústria 4.0 precisa ser entendida e abraçada para além do meio técnico e acadêmico, Élcio Brito, um dos autores do livro“Automação & Sociedade: Quarta Revolução Industrial, um olhar para o Brasil” decidiu encabeçar o projeto de difundir esse conhecimento no lugar mais acessível e amado do povo brasileiro: o samba.

O tema “Tempos Modernos” foi dado por Élcio que, além de escritor, é sócio-fundador e diretor de tecnologia da empresa de engenharia SPI, especializada em implementar projetos de indústria 4.0. A partir disso, ele buscou parceria com a empresa global Mercedes-Benz, a qual uniu a SPI à Rosas de Ouro para realização desse épico projeto.

O desfile da Rosas de Ouro, que aconteceu na manhã do dia 23 de fevereiro no Sambódromo do Anhembi,  acompanhou as Revoluções Industriais ao longo do tempo, partindo da energia mecânica e motores a vapor da 1ª Revolução Industrial, passando pela fase da energia elétrica para a fábrica e linhas de produção da 2ª Revolução Industrial e a automação de máquinas e chegada da internet e computadores da 3ª Revolução, para concluir trazendo as novidades da 4ª Revolução Industrial que integra os mundos físico e biológico a um novo mundo: o digital. 

Mas o que TD tem a ver com samba?

A Transformação Digital compreende uma mudança de atitudes, operação e mentalidade nas empresas. Isso significa que os negócios devem se transformar em termos de tecnologias, processos operacionais e pessoas, tendo sempre em mente os pilares de: Inovação, Pessoas, Processos, Tecnologia, Geração de Valor, Negócio e Cliente. 

Para a realização do desfile da Rosas de Ouro, mais de 200 pesquisadores das mais diversas áreas trabalharam de forma voluntária para viabilizar esse acontecimento. Além disso houve um alinhamento de culturas e mindset  entre os pesquisadores, trabalhadores e a equipe da Rosas de Ouro que estiveram envolvidos no projeto. Isso culminou na criação do tema “Tempos Modernos” o qual desenvolvido pelo carnavalesco André Machado e tem como mascote o robô ROXP4. 

“O desfile tem um robozinho, o ROXP4, que está triste porque está sendo substituído por um robô mais avançado. Então, ele olha para a tecnologia de forma triste. E aí o desfile vai viajando por todas as revoluções e, no fim, discute o futuro que nós queremos com as novas mudanças”, diz o sócio da SPI à imprensa.

Em termos de tecnologia, o desfile contou com 6 robôs colaborativos, os quais eram controlados ao vivo. Haviam também 300 smartphones conectados a smart bands para monitorar a “emoção de desfilar”, os quais foram fornecidos pela empresa parceira Dasa.

As fantasias possuíam chips para acompanhar o andamento do desfile e monitorar a produtividade da escola, além de promoverem a rastreabilidade para verificar  a pegada de carbono deixada. O recurso dos chips também foi usado para identificar as peças e devolvê-las ao final do desfile. Tudo isso utilizando a própria rede privada LTE 4G.

As fantasias contaram também com um QR code, integrado ao aplicativo desenvolvido para este projeto, o Carnaval 4.0, que permitia interação entre o público e os figurinos da escola. O aplicativo trabalha com realidade aumentada e possibilita que o usuário interaja com o robô ROXP4  e com os carros alegóricos virtuais e algumas outras features exclusivas que puderam ser acessadas no momento do desfile, tal como a visualização de uma passista digital no 3º carro alegórico que desfilou pela avenida no dia 23. 

Gêmeos digitais, impressão 3D e realidade virtual para a produção dos carros alegóricos, a fim de reduzir custos, evitar retrabalho e personalizar conforme as necessidades dos participante do desfile da Rosas de Ouro.  A impressão 3D também foi usada para a criação de uma mão biônica, uma prótese para um dos participantes do desfile que há 10 anos teve sua mão amputada. 

Com conhecimento em tecnologia a eles transmitido e com a ajuda das empresas apoiadoras lideradas pela SPI e Mercedes Benz, a Rosas de Ouro se tornou um exemplo fantástico de Transformação Digital na prática. 

O produto da escola de samba a partir deste momento passa a ser digital e físico, os processos aconteceram em ambiente de inovação aberta e envolveram desde a concepção do tema até a realização do desfile pela avenida e houve uma mudança de mindset de toda a comunidade da Rosas de Ouro que além de ser transformada digitalmente, certamente transformou a todos os envolvidos nesse projeto. 

Confira mais detalhes sobre esse acontecimento no canal Limão ou Limonada da Alessandra Lipel, que entrevistou Élcio Brito sobre o projeto.

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