Fog computing: um novo pilar para Internet das Coisas

Tempo de leitura: 3 minutos

A computação em nuvem abriu muitas portas e trouxe consigo mudanças na vida das pessoas. Os espaços de trabalho e de lazer se modificaram. A forma de realizar tarefas simples passou a ser automatizada e conectada à internet.

Não apenas isso, da mesma forma que as pessoas imergiram na conexão wifi, os dispositivos passaram a ser mais inteligentes e conectados, gerando o movimento da Internet das Coisas. Mas afinal, o que é Fog Computing e como ela se liga a tudo isso? Descubra agora.

O que é IoT?

A Internet das Coisas, ou  IoT (do inglês: Internet of Things), é uma forma de comunicação que ocorre de máquina para máquina (M2M), por meio da internet. Ela é resultado da combinação entre as tecnologias de Identificação por Radiofrequência (RFID) e o Wireless Sensor Network. A IoT permite o compartilhamento de informações entre os mais diferentes objetos –  tais como carros, máquinas industriais, dispositivos móveis, etc. – para a realização ou conclusão de tarefas. Essa comunicação só é possível pela existência de sensores e dispositivos, que captam as informações e as redirecionam para a nuvem sendo que a computação agora pode ser realizada a partir do próprio sensor do aparelho, e não apenas em um banco de dados centralizado ou em nuvem. 

O que é Fog Computing e Edge Computing?

A Edge computing é a computação na “borda da rede”, onde a captação e o armazenamento dos dados estão o mais próximo possível da sua fonte geradora. Em se tratando de IoT, é a Edge que permite o processamento dos dados com mais proximidade ao dispositivo dessa tecnologia, evitando o congestionamento dos links de comunicação e garantindo uma resposta rápida ao comando realizado.

Fog, em tradução livre do inglês, significa nevoeiro. A Fog Computing nada mais é, que uma camada intermediária entre a Edge Computing e a Cloud Computing. Segundo a Cisco, que cunhou o termo e em 2014, a Fog é uma extensão da Cloud para o mundo das coisas. O virtual se inserindo no mundo físico. A principal função desse tipo de computação é distribuir os recursos e os serviços de processamento, comunicação e armazenamento de dados, transformando-os em informações e/ou ações antes de simplesmente transmiti-los.


Qual a relação entre IoT, Cloud e Fog?

A Fog não é uma substituta para a nuvem. Muito pelo contrário, ela complementa o serviço da nuvem, fazendo uma pré-análise dos dados, evitando sobrecarregar o armazenamento em cloud. Isso é extremamente útil, principalmente em um cenário recentemente mostrado pela Cisco. Estima-se que até 2020, o volume de tráfego de nuvem chegue a 92% do total, ou seja, irá quadruplicar. Além disso, até 2019, são previstos 507,5 zettabytes armazenados em nuvem.

Mas afinal, como isso tudo se relaciona com a IoT? Como dito anteriormente, os dispositivos de IoT geram e compartilham dados entre si para funcionarem. Para realizarem ações concretas,  esses dados precisam ser processados e transformados em informações claras. O ponto principal, é que o volume de dados gerado é imenso e, apenas a nuvem, já não consegue mais processar e retornar rapidamente o comando exigido pelos dispositivos de IoT.

Nesse cenário, a Fog surgiu como um respaldo para o funcionamento ágil e eficiente da IoT. Pois capta os dados antes da nuvem e já os transforma em informações diretas, a serem redirecionados ao dispositivo de destino. Isso tudo, com a garantia de segurança aos dados transmitidos.