Segurança na nuvem: como repassar ao usuário?

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A pandemia causada pelo coronavírus levou muitas empresas a adotarem o trabalho remoto e se adaptarem a esse novo cenário. Atualmente, segundo dados da Talenses, 92% das organizações estão seguindo o regime 100% home office.

Esse cenário aumentou a busca por infraestrutura em nuvem por parte das empresas, devido a comodidade que oferece para esse tipo de trabalho, com mais flexibilidade para a realização das atividades a qualquer hora e em qualquer lugar, colaboração em tempo real por parte da equipe e a facilidade de instalação desses serviços.

Além disso, as soluções de computação em nuvem têm sido indispensáveis na transformação digital das empresas, expandido os recursos digitais e aumentando a segurança das informações.

Entretanto, essa transição não é tão fácil para todos, pois exige adaptação por parte de empresas e clientes, que nem sempre estão convencidos quanto à segurança dos seus dados em nuvem. Segundo o levantamento feito pelo Ponemon, apenas 29% das empresas confiam na segurança da nuvem para acesso e armazenamento de informações confidenciais. 

As empresas precisam contar com provedores de confiança, que ofereçam um bom serviço de segurança da infraestrutura de TI, agir em conjunto com o provedor e realizar um bom treinamento de sua equipe de funcionários. Confira abaixo algumas dicas importantes de como manter a segurança na nuvem e repassá-la aos colaboradores e aumentar a confiança dos usuários finais.

Invista o máximo possível em ações que aumentem a segurança

Em se tratando de segurança em ambiente de nuvem, tudo gira em torno de manter o máximo de controle possível sobre todos os passos da empresa dentro no ambiente. Portanto, é importante pensar nos seguintes fatores.

Políticas de segurança contra falhas

Com o trabalho remoto, o acesso ao sistema da empresa pelos funcionários é feito de suas casas. Isso aumenta o risco de vazamento acidental de dados sensíveis da organização por parte do colaborador. É possível reduzir esse risco adotando algumas medidas preventivas de segurança, tais como a implementação de VPN para fortalecer a segurança da rede, autenticação multifatorial e proteções de login, por exemplo.

Outra ação importante é definir os limites de acesso e quais dados podem ser acessados. Com isso, é possível monitorar e controlar tudo que é feito na nuvem com os dados da empresa. Além do monitoramento, é importante que as atividades do usuário sejam salvas e registradas para auditorias e relatórios.

Realize backup 

Uma das maiores vantagens da infraestrutura em nuvem é sua capacidade de proporcionar backup para controlar e prevenir possíveis perdas e danos. Isso ajudará no gerenciamento das eventuais crises na área de TI.

Tenha um bom gerenciamento de tecnologia e segurança 

As ações de segurança devem tentar fechar o máximo de brechas possíveis que possam trazer prejuízos para todos os envolvidos de alguma forma. Logo, saber gerenciar todas as práticas que envolvem a segurança e a preservação do negócio faz toda a diferença.

Por isso, crie um plano de continuidade de negócios, elabore estratégias para períodos de desafio, crie um sistema de gestão de tickets para administrar todas as demandas dos colaboradores e treiná-los para práticas de trabalho seguras.

Também é importante estar preparado e definir os procedimentos em casos de falências ou falhas contratuais por parte dos provedores. É preciso que o gestor de TI se certifique de que o contrato contenha informações sobre o que acontece com os dados e para onde irão em situações como essas, para evitar o extravio ou perda de informações importantes.

Use criptografia nos dados

A criptografia é uma estratégia de segurança muito forte, pois protege a entrada e saída de dados na nuvem, aumentando a segurança desse fluxo. Certifique-se de que esse recurso cumpre com sua funcionalidade sem comprometer a experiência do usuário final.

Escolha a infraestrutura em nuvem e as tecnologias adequadas à realidade da empresa

É importante que a empresa decida qual infraestrutura em nuvem melhor se aplica ao seu tipo de organização e atividade (nuvem, pública, privada ou híbrida), pois cada uma trabalha com propósitos específicos.

A escolha certa aumenta o potencial de uso da tecnologia e otimiza os recursos de forma alinhada aos propósitos da empresa. As tecnologias que serão trabalhadas também devem ser pensadas com critério e adequadas as atividades e propósitos da empresa para evitar desperdícios de recursos ou falhas no sistema.

Realize auditoria e monitoramento constantes

As auditorias auxiliam na identificação dos problemas e dificuldades para que as decisões adotadas sejam assertivas e gerem soluções proativas. Ferramentas automáticas de monitoramento, prevenção e correção de erros são muito úteis nesse processo. 

Fortaleça as práticas de segurança 

É preciso ter em mente que a migração para a nuvem envolve o compromisso e responsabilidade da empresa provedora, da empresa cliente e dos usuários colaboradores. Todos devem conhecer seus devidos papéis em função da proteção dos dados da organização e do usuário final.

Os provedores cuidam da segurança da infraestrutura e tecnologias para a hospedagem dos dados, mas é a empresa cliente, por meio dos colaboradores, que alimenta as informações na nuvem. Por isso, é preciso investir em políticas de acesso e normas de conduta para que os colaboradores se adequem a nova cultura da empresa. 

Crescimento também envolve riscos 

No cenário atual de trabalho remoto, a computação em nuvem é algo necessário e indispensável, não só para manter o andamento dos trabalhos nesse novo contexto, mas também para impulsionar a evolução e transformação dos negócios na era digital.

Essa abertura para o novo envolve agir em coerência com um mundo mais rápido, interativo e conectado. Por isso, esteja aberto às mudanças e ciente de que toda inovação, oportunidade e vantagem vêm acompanhadas de riscos, que podem transformar obstáculos em oportunidades, quando bem calculados e pensados com cautela e segurança.

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